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Gente, nem comecei o blog direito e já deixei parado.

Venho comunicar que no momento estou em processo de mudança de residência, fazendo pesquisa pra um seminário na faculdade e procurando emprego… Então estou muito ocupado mesmo e, portanto, não postei nada nessas semanas e talvez não poste na próxima, mas logo voltarei serelepe (rs) à ativa e disponibilizarei mais críticas minhas e filmes para download.

Não percam a esperança nesse pobre blog, pois espero dar continuidade e não parar, pois é muito prazeroso compartilhar essa arte pela qual tenho tanto apreço, que é o cinema.

Peço desculpas e peço também que esperem um pouquinho, pois o blog já volta. :)

Pi

1- A matemática é a língua da natureza.
2- Tudo o que existe pode ser representado e entendido por números.
3- Se você criar gráficos dos números de qualquer sistema, padrões surgirão
4- Existem padrões em todos os lugares da natureza.

Definitivamente, Darren Aronofsky já escreveu seu nome no mundo do cinema. Muito conhecido por seu trabalho em Réquiem para um Sonho, O Lutador e Fonte da Vida; o diretor estadunidense já mostrou toda sua genialidade em seu primeiro longa (Pi).

Pi, antes de tudo, é um thriller tenso, eletrizante, enérgico, perturbado, mas muito, muito inteligente. O diretor usa uma técnica chamada hip hop montage (que mostra imagens ou ações com velocidade aumentada, acompanhada de efeitos sonoros, tentando simular alguma ação) que é o que atenua a insanidade e perturbação de Max (personagem principal do filme) e da própria película.

Max é um jovem gênio da matemática e da informática que, obcecado em encontrar um padrão em Pi, se isola em seu apartamento fazendo pesquisas e esquecendo por completo o mundo que deixou do lado de fora de sua casa. Ele sofre de dores de cabeça insuportáveis, alucinações e perturbações causadas, talvez, por suas obsessões.

Quando Max descobre que talvez haja algum padrão universal e, que esse pode ser usado no mercado da bolsa de valores, várias pessoas tentarão se aproveitar disso. Um grupo de Wall Street quer os resultados para ganhar dinheiro na bolsa, um grupo de judeus acha que esses resultados podem ter uma relação com os padrões numéricos do Torá. E toda essa pressão em cima do nosso principal personagem só aumentará sua insanidade e, consequentemente, a tensão do filme.

A direção é ousada e o clima do filme é intenso. A fotografia, em preto e branco, pode, muitas vezes nos lembrar de clássicos expressionistas, como Metropolis (de Fritz Lang). E não é à toa, visto que Aronofsky usa muito desse expressionismo nessa, que considero sua obra-prima.

Por quê? Porque é um filme inteligentíssimo, cheio de embasamento. Construído em bases sólidas, o filme trata da linha tênue entre a razão (ou busca por ela) e a loucura.

Praticamente desde que o Pi existe, matemáticos e pesquisadores de todo o mundo têm dedicado muito tempo a calcular e descobrir mais e mais dígitos possíveis após a vírgula, transformando o valor de Pi em um número gigantesco. Sendo um número infinito, muitos matemáticos se dedicam também a pesquisar os incalculáveis dígitos do Pi em busca de um padrão, um número perfeito que seria a resposta para tudo o que existe no Universo.

Mas, será capaz, o homem, de encontrar na matemática, a resposta para tudo?

Título Original: Pi

Ano de Lançamento: 1998

País de Origem: EUA

Direção: Darren Aronofsky

Idioma do Áudio: Inglês

Legenda (Em Anexo): Português do Brasil

Formato do Arquivo: AVI (700 MB)

Download do Arquivo TORRENT.

Deixa Ela Entrar

O diretor sueco Tomas Alfredson criou uma fórmula infalível: uma fotografia gélida magistral, um casal protagonista com muita química (apesar da pouca idade), um roteiro minuciosamente trabalhado, dramas cotidianos (e nem por isso menos densos) e a reinvenção das características vampirescas. O resultado? Uma obra-prima!

Oskar, um garoto de 12 anos, se sente só, tanto em casa quanto na escola. Percebemos isso pelas poucas aparições de sua mãe e pelo relacionamento conturbado com os outros alunos da escola; alunos esses que o machucam física e principalmente mentalmente. Com seus sentimentos reprimidos, principalmente sua raiva, Oskar se imagina revidando a violência com que os garotos de sua escola o intimidam, porém, ele não tem força nem coragem para tal ato.

Certo dia, um senhor se muda para o apartamento ao lado do dele, e com ele traz uma garota (Eli), com quem cultiva uma estranha amizade. Aos poucos, Oskar vai ligando as peças do quebra-cabeça e se encontra cada vez mais perto de uma verdade assustadora: Eli, na verdade, é uma vampira, que só tem 12 anos na aparência (ela diz ter 12 anos há muito tempo).

Mas Oskar não fica assustado, muito menos pensa em fugir… Ele vê nessa criatura algo com coragem, impiedoso, mortal. E isso é tudo que ele queria, mas não é. Daí começa uma história de amor inocente por um lado (Oskar) e maquiavélico por outro (Eli). Muitos dos que viram o filme podem discordar de mim, mas eu não acho que Eli queria um amor, ela só quer mais um servo, já que acabara de perder o seu.

E isso não implica que ela não gosta dele, e que uma história de amizade não possa sair daí. Eli se importa com Oskar, diz pra ele reagir aos ataques dos alunos de sua escola, e ele o faz.

A resposta a essa reação de Oskar traz a cena mais genial do filme, que é a cena da piscina. Quem viu o filme sabe que não estou mentindo quando digo que essa cena é uma das coisas mais maravilhosas que o cinema pode nos proporcionar.

Oscilando entre cenas de terror, drama e romance, Deixa Ela Entrar é uma respeitável e original trama, que pode ser muita coisa, menos esquecível. (Chupa Crepúsculo!)

Título Original: Låt den rätte komma in

Ano de Lançamento: 2008

País de Origem: Suécia

Direção: Tomas Alfredson

Idioma do Áudio: Sueco

Formato do arquivo: AVI (700MB)

Legendas: Portugues do Brasil

Download do arquivoTORRENT.
Download da LEGENDA.

Se há um ano eu iniciasse um blog sobre cinema, com certeza – por um pouco de preconceito e precaução – não começaria com uma comédia romântica recém-saída dos cinemas; porém, (500) Dias Com Ela me cativou de uma maneira que, quando a idéia do blog surgiu, já pensei nele pra começar.

A primeira coisa que vocês têm que saber é que esse não é um filme de amor, mas um filme sobre o amor. Exatamente, não é mais uma comédia-romântica recheada de clichês e um manjado final feliz, mas sim um filme que retrata uma grande perda e talvez, recomeços.

No começo, tudo parece dentro das fórmulas: Tom gosta de Summer no primeiro encontro, tenta uma aproximação e quando menos espera, ela parece também estar interessada por ele. Até aí tudo bem. Como o filme não segue uma linha – reta – do tempo, e vai mostrando dias aleatórios desse período de 500 dias, inicia-se uma trama fantástica, oscilando entre os dias mais felizes e o começo do desmoronamento do relacionamento dos dois.

Joseph Gordon-Levitt é um pequeno grande ator, que nesse longa, pode mostrar um talento enorme, ao lado da linda e apaixonante Zooey Deschanel, que é uma atriz sem firulas ou frescuras: é uma atriz seca, que sabe para o que veio, e faz bem o que faz.

O diretor, Marc Webb, que antes apenas dirigia videoclipes (e que em 2009 ganhou o prêmio de melhor direção em videoclipes no Video Music Awards da MTV americana, pelo vídeo da música 21 Guns, da banda americana Green Day) surpreendeu no seu primeiro longa, contando uma história que poderia – se dirigida com menos originalidade – ter sido um amontoado de clichês e repetições (que, infelizmente, a maioria dos filmes do estilo é).

O diretor usa muitos recursos pra não deixar o filme ser apenas mais um. Em uma cena, a tela é dividida ao meio e à esquerda se vê as expectativas de Tom, e à direita, a realidade. Essa, em particular, é uma cena lindíssima e muito triste, porém, muito sutil à seu modo. Em outro momento, quando Tom vai ao cinema sozinho (depois de já ter ido várias vezes com Summer) ele se vê na tela, junto dela, referenciando alguns grandes filmes de meados do século passado. E no final, quando pensamos que tudo está perdido, um trocadilho mais que genial faz com que demos risadas de tudo que aconteceu.

Enfim, no meio de uma safra de filmes medianos e superestimados, (500) Dias Com Ela veio pra dar um “up” no estilo e dizer “ainda existem roteiros inteligentes nos dias de hoje!”.

Título Original: (500) Days of Summer
Gênero: Comédia Romântica
Ano de Lançamento: 2009
Tamanho: 381 MB
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português

Download AQUI.

http://www.youtube.com/watch?v=PsD0NpFSADM
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